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Aliança lança movimento por saúde sexual e reprodutiva no Brasil


24/04/2018

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“Ela Decide Seu Presente e Seu Futuro” coloca mulheres e adolescentes no centro do debate sobre direitos no país

Organizações do setor privado e organizações filantrópicas, em parceria com o Fundo de População das Nações Unidas, lançam, no próximo dia 26 de abril, em São Paulo, um amplo movimento em prol da saúde sexual, reprodutiva e direitos, que coloca as mulheres e adolescentes brasileiras no centro do debate.

Inspirada na ação global “She Decides”, a campanha Ela Decide Seu Presente e Seu Futuro pretende mobilizar em todo o país ações de apoio e empoderamento das mulheres e adolescentes para tomar decisões autônomas sobre sua sexualidade – sobre engravidar ou não, quando e quantos filhos ter e sobre como vivenciar a maternidade.

Além disso, a campanha Ela Decide Seu Presente e Seu Futuro, por meio do envolvimento de diversos setores da sociedade, pretende ampliar e qualificar o debate público sobre o assunto e envolver cada um dos apoiadores para contribuir técnica e financeiramente com a iniciativa.

Para o representante do Fundo de População das Nações Unidas no Brasil, Jaime Nadal, o  desenvolvimento do país não é apenas uma responsabilidade do Estado, mas de vários diferentes setores, entre eles o setor privado. Por isso, o UNFPA busca parcerias amplas, como a Aliança pela Saúde e pelos Direitos Sexuais e Reprodutivos no Brasil.

A iniciativa busca também promover especialmente três dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: o ODS 3, que busca assegurar vida saudável e promover o bem-estar para todas as pessoas, em todas as idades; o ODS 5, que defende a igualdade de gênero e o empoderamento de todas as mulheres e jovens; e o ODS 17, que indica o fortalecimento parcerias globais para o desenvolvimento sustentável.

Os altos índices de gestações não planejadas, de mortes em decorrência de complicações durante a gravidez, o parto e o pós-parto (morte materna) e a elevação da incidência de infecções sexualmente transmissíveis demonstram a urgência do envolvimento de toda a sociedade para fazer frente ao problema.

Dados da pesquisa Nascer no Brasil, da Fiocruz, revelam que aproximadamente 30% das mulheres que deram à luz em hospitais selecionados disseram que não desejaram a gestação atual. No Brasil, ainda conforme a Fiocruz, a cada 100 mil bebês nascidos vivos, 143 mães morriam antes de 1990. Esse número caiu consideravelmente entre 1990 e 2015, mas, seguiu elevado e preocupante: para o mesmo número de bebês nascidos vivos, 61 mulheres vieram a óbito em 2015.

“As mulheres são centrais nesse debate porque é sobre o corpo delas que os efeitos da desinformação e da discriminação de gênero recaem de forma muito mais impactante e com consequências para toda a sociedade. Por isso, é fundamental que as mulheres brasileiras decidam seu presente e seu futuro”, afirma Jaime Nadal, representante do UNFPA no Brasil.

 

Por UNFPA Brasil

Foto: Pexels

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