ETHOS SOCIAL

Desmistificação dos direitos humanos em ações concretas será foco de atuação de GT do Ethos


16/05/2018

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Grupo de empresas se reuniu e também definiu áreas e projetos prioritários

A temática dos Direitos Humanos tem sido cada vez mais desafiante, em especial pelos retrocessos que o Brasil tem vivido nos últimos dois anos no que tange à garantia e defesa de direitos. Apesar de desanimador, este desafio não impede que os mais diferentes atores da sociedade continuem construindo políticas específicas e trabalhando para o avanço desta agenda. Isso se reflete no trabalho do Ethos que tem como seu norte de trabalho estimular empresas a melhorarem suas práticas e a área de DH é um dos alicerces deste trabalho. Contudo, a complexidade da agenda traz os mais diversos desafios. No último encontro do grupo de trabalho Empresas e Direitos Humanos, realizado em 05 de abril, foram traçadas estratégias de atuação do instituto nesta agenda.

Ao discutirem o embasamento das ações, ficou definido que os ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável) e o princípios da ONU sobre empresas e direitos humanos serão os princípios orientadores e o acompanhamento desta agenda a nível global será feito junto à outras organizações que atuam na área. Outro ponto colocado pelos participantes foi a abrangência da temática Direitos Humanos e, portanto, pontuaram a necessidade de “descomplicar os Direitos Humanos, ajudar a repensar o termo”, disse Karina Andrade, do Carrefour, ou seja, tem-se a necessidade de traduzir esses direitos tanto para as empresas quanto para os seus funcionários, além de transformá-lo em ações concretas e tangíveis. “Na Natura, estamos organizando as diferentes políticas em um grande guarda-chuva dos direitos humanos a fim de organizar estas ações”, compartilhou José Mattos, da Natura.

Entre as temáticas de atuação, a questão da diversidade e do trabalho decente e infantil foram as áreas definidas em que as iniciativas do Ethos devem se concentrar, dando continuidade às iniciativas Coalizão Empresarial para Equidade Racial e de Gênero e Rede de Empresas pela Aprendizagem e Erradicação do Trabalho Infantil, levando em consideração os “diferentes estágios em que as empresas se encontram”, pontuado por Odair Oregoshi, da Movida, ou seja, também abarcando a diversidade e dificuldades que cada uma delas enfrenta. Com isso, surgiu a proposição do uso dos Indicadores Ethos e seus guias temáticos para o acompanhamento e evolução dos compromissos assumidos pelas empresas participantes e para que elas consigam traçar caminhos possíveis para alavancar suas ações. Além disso, o acompanhamento de normas que também tratam estas questões, como a norma SA 8000 que trata de trabalho decente e direitos das crianças, pontuado por Dennis Omodei, do Bradesco, também foram colocadas no radar.

O foco em ataques em cadeias específicas e mais sensíveis também foram levados em consideração, como é o caso do projeto Vozes da Moda – Agreste 2030, que tem como objetivo a construção de diálogo com diversos atores da sociedade incluindo poder público, empresas, colaboradores, com foco na implementação dos ODS na cadeia do jeans do agreste de Pernambuco.

Com isso, o GT Empresas e Direitos Humanos definiu que seus encontros serão bimestrais e terão como objetivo discutir temas transversais aos direitos humanos e também o desenvolvimento dos projetos definidos como prioritários para este ano. Conheça os projetos em DH do Instituto Ethos aqui.

O encontro também contou com a participação de Jefferson Nascimento, da Conectas que apresentou os Princípios Orientadores da ONU na temática Empresas e Direitos Humanos.

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