ETHOS MEIO AMBIENTE

Ethos é destaque entre iniciativas globais sobre a precificação de carbono


13/06/2017

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Publicação de organização ligada ao Banco Mundial reúne iniciativas globais que tratam sobre o tema

O Instituto Ethos ganhou destaque em uma publicação mundial “2016-2017 Carbon Pricing Leadership Report” liderada pela iniciativa Carbon Pricing Leadership Coalition (Coalizão de Líderes em Precificação de Carbono), do Banco Mundial. O objetivo era identificar diversas iniciativas sobre a precificação de carbono e de como os diferentes setores da sociedade, em diferentes países, lidam com a questão e estimulam práticas de baixa emissão de carbono. Na publicação (acesse aqui) foram destacadas as iniciativas do Ethos Fórum Clima, a Carta Aberta ao Brasil sobre Mudança do Clima, que tem como objetivo fortalecer as medidas na transição para uma economia de baixo carbono. Também recebeu destaque a IEC, Iniciativa Empresarial em Clima, da qual o Instituto Ethos faz parte. A IEC é formada pelo Instituto Ethos, o GVces, o CEBDS, CDP, Pacto Global e Envolverde. A Carbon Pricing Leadership Coalition (CPLC) reúne lideranças globais e experts em mudanças climáticas e tem como objetivo facilitar medidas de cooperação internacional para aumentar o engajamento de diferentes setores em atividades que combatem os impactos da mudança do clima.

A precificação de carbono tem dois vieses: a criação de um imposto sob os produtos que emitem gases do efeito estufa tanto na produção quanto no uso e a compra de créditos de carbono. O objetivo é que os responsáveis pela emissão paguem um preço pela emissão, incluindo o carbono na lógica econômica baseada na precificação e para com isso, incentivar atividades que emitem menos e diminuir a emissão de gases do efeito estufa. Um dos desafios da precificação do carbono é a criação de medidas globais, em uma ação coletiva, já que os efeitos das emissões não são somente locais. Diversos países já adotam mecanismos como este para diminuir a emissão dos gases de efeito estufa, entre eles, Finlândia, Japão e Irlanda. A implantação de uma estratégia global para a precificação foi discutida na COP21 em Paris (2015) mas nenhum acordo foi firmado.

O Brasil ocupa uma posição de destaque quando o assunto é precificação do carbono, devido ao seu potencial de geração de energia limpa e de créditos de carbono já é visto como potencial de ser a nova commodity do Brasil, por alguns especialistas. Diversas empresas brasileiras já demonstraram seu interesse em realizar uma coalizão para a transição para uma economia de baixo carbono, incluindo a precificação do carbono. Para isso, a Iniciativa Empresarial em Clima lançou, em 2016, um posicionamento sobre estas questões que foi assinado por 40 empresas. No pais, o assunto tem sido profundamente estudado pelo Ministério da Fazenda, em parceria com o Banco Mundial, através do PMR – Partnership for Market Readiness, projeto que tem como principal objetivo estudar as principais abordagens de precificação que o Brasil poderia adotar no futuro. A IEC tem assento no Comitê Consultivo do PMR e vem acompanhando de perto a agenda que está sendo trabalhada pelo governo federal.

Flavia Resende, coordenadora de práticas empresarial e políticas públicas do Instituto Ethos, responsável pelas ações da área de meio ambiente, comenta que “a precificação de carbono é uma medida política chave para financiar uma economia de baixo carbono. Precificar as atividades mais intensivas em emissões sinaliza a governos e empresas quais atividades irão contribuir para o agravamento do aumento da temperatura em âmbito global. O Ethos, em parceria com a IEC (Iniciativa Empresarial em Clima), promoveu a mobilização de empresas no posicionamento sobre mecanismos de precificação de carbono. Tal feito consiste em importantíssimo passo para o engajamento das empresas no desafio global colocado pelo Acordo de Paris.”

Para demonstrar os caminhos da precificação de carbono e as principais propostas do posicionamento da IEC, foi organizado pelo GVCes e IEC o “Webinar sobre posicionamento de precificação de carbono” em 16 de maio de 2017. Durante o webinar, tivemos a participação de mais de 100 ouvintes e até o momento 200 pessoas já acessaram o conteúdo. Isso demonstra o grande interesse no tema e relevância para o setor empresarial brasileiro. Hoje, o posicionamento conta com as seguintes signatárias: Anglo American, Associação Brasileira de Biotecnologia Industrial (ABBI), Braskem, Carrefour, CCR, CPFL, Eletrobrás, Furnas, Grupo Boticário, Grupo Libra, Nogueira, Elias, Laskowski, Matias Advogados, Natura, Odebrecht Agroindustrial, Odebrecht Construtora, Telefônica e Votorantim Cimentos, com apoio da Coalizão de Líderes em Precificação de Carbono, Braskem e CPFL.

Por Bianca Cesário, do Instituto Ethos

Foto: Unsplash

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